Lançado pela FGV, o IVAR é definido como um novo indicador de reajustes de aluguéis no Brasil. Se você deseja saber mais sobre o tema, continue a leitura, pois, neste texto, você vai conferir tudo sobre o assunto
Diante do aumento constante do IGP-M (Índice Geral de Preços, Mercado) e do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), especialistas da FGV (Fundação Getúlio Vargas), que integram a equipe do IBRE (Instituto Brasileiro de Economia), decidiram criar um novo indicador que pudesse auxiliar a determinar os reajustes de aluguéis no Brasil de acordo com seus valores reais: o IVAR (Índice de Variação de Aluguéis Residenciais).
Se você possui um imóvel e tem interesse em rentabilizá-lo por meio da locação ou, ainda, se está em busca de um imóvel para alugar, é importante conhecer o IVAR e a forma como o índice é calculado. E você vai poder conferir estas informações neste texto:
- O que é IVAR?
- Como o índice é calculado?
- O que muda com a criação do IVAR?
O que é IVAR?
Conforme apontado acima, o IVAR é, atualmente, o índice utilizado para calcular os reajustes de aluguéis no Brasil. O principal objetivo de sua criação foi refletir de forma mais apropriada à realidade dos preços praticados em contratos de locação.
Ao contrário do que muitos pensam, contudo, o IVAR não é novo. O índice já era conhecido entre os especialistas, mas, com a necessidade de um novo cálculo, foi necessário adotar uma nova metodologia. No passado, o IVAR era, inclusive, considerado um subíndice do IGP-M e do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor, Semanal).
No próximo tópico você vai conhecer a nova metodologia empregada no cálculo do IVAR e, ainda, os aspectos que motivaram a mudança no contexto atual do mercado imobiliário.

O IVAR, novo indicador de reajustes de aluguéis, foi criado para refletir, de forma mais apropriada, os valores reais praticados no mercado de locações no Brasil (Imagem: Canva)
Como o índice é calculado?
O principal objetivo de utilizar o IVAR como base para o cálculo de reajustes de aluguéis é mostrar a realidade do mercado imobiliário no que se refere aos contratos de locação já assinados e vigentes.
Para isso, o índice considera informações obtidas em mais de 10 mil contratos diferentes, pertencentes a quatro importantes capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte.
Para que seja apresentado um valor compatível com a realidade do mercado imobiliário brasileiro, o cálculo do IVAR considera as seguintes variáveis:
- Valor do aluguel especificado no contrato;
- Porcentagem de reajuste prevista no contrato;
- Características do imóvel alugado.
O que muda com a criação do IVAR?
Em comparação a outros índices, como o IGP-M, por exemplo, o IVAR detém características menos voláteis. Com ele, tanto o locatário quanto o locador podem negociar o valor do aluguel de acordo com o contexto socioeconômico no qual estão inseridos.
Em 2021, por exemplo, o IVAR mostrou o resultado de, 0,61%, o que vai na direção contrária ao número apresentado pelo IGP-M. Com isso, proprietários de imóveis puderam negociar seus contratos de locação de forma ativa mesmo no contexto de crise econômica que o Brasil se encontra.
O que você achou das informações mostradas neste texto? Continue a acompanhar o blog da Castan Imóveis e saiba mais sobre o mercado imobiliário, tanto de compra e venda quanto de locação.
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